Clipping de Mercado – 2° Turno Eleições

Clipping de Mercado – 2° Turno Eleições

23/out/2026
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2° Turno – Corrida Presidencial

Reta final das eleições aumenta a incerteza: A última semana antes do 2° turno foi marcada pela disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro. As pesquisas continuaram mostrando um cenário competitivo, com diferenças entre os institutos. O mercado acompanhou de perto os levantamentos e as declarações dos candidatos, principalmente pelas possíveis consequências para a política fiscal, os juros e a confiança dos investidores.
Debate e propostas econômicas no centro das atenções: O último debate presidencial antes da votação de domingo, dia 25, ganhou importância na reta final da campanha. Além dos embates entre os candidatos, os investidores buscaram sinais mais concretos sobre as prioridades econômicas de cada eventual governo, especialmente em relação aos gastos públicos, à tributação e à condução da economia.
Contas públicas continuam no radar: O governo informou que deverá remanejar cerca de R$ 20 bilhões no orçamento de 2027 para acomodar medidas anunciadas recentemente. O tema reforçou a preocupação com o equilíbrio fiscal e com a capacidade de conciliar novas despesas e compromissos políticos com a sustentabilidade das contas públicas. Esse debate é importante porque as expectativas fiscais influenciam diretamente os juros futuros, o câmbio e o custo de capital das empresas.
Expectativas eleitorais influenciam os ativos: Com a votação marcada para domingo, os investidores entraram na reta final ajustando posições e avaliando os possíveis cenários para o próximo governo. A percepção sobre a responsabilidade fiscal e a agenda de reformas tende a influenciar a reação dos mercados após o resultado, embora fatores externos também possam determinar a direção dos ativos.

Cenário Internacional

China cresce 4,5% no terceiro trimestre: A economia chinesa registrou crescimento de 4,5% na comparação anual no terceiro trimestre de 2026, acima das expectativas do mercado. O resultado foi impulsionado principalmente pelas exportações e pela atividade industrial, incluindo o setor de tecnologia. Apesar do desempenho positivo, a dependência das vendas externas e a cautela do consumidor seguem como pontos de atenção. Para o Brasil, o desempenho chinês é relevante pela influência sobre a demanda por commodities, especialmente minério de ferro e produtos do agronegócio.
Mercados americanos oscilam com tecnologia e juros: As bolsas dos Estados Unidos continuaram reagindo ao desempenho das empresas de tecnologia e às expectativas sobre a trajetória dos juros americanos. O setor ligado à inteligência artificial permaneceu em evidência, mas os investidores também demonstraram preocupação com as avaliações das empresas e com a capacidade de transformar os investimentos em resultados. Esse ambiente manteve a atenção sobre os ativos de risco e os fluxos internacionais de capital.
Petróleo e tensões geopolíticas voltam a pressionar os mercados: A semana terminou com novas preocupações relacionadas ao Oriente Médio. Os ataques houthis na Arábia Saudita reacenderam os temores de interrupções na oferta de petróleo, levando o Brent a subir 3,1% na sexta-feira, para US$ 116,72 por barril. A alta da commodity pode pressionar a inflação global e dificultar o processo de flexibilização monetária, caso se prolongue.
Mercado global segue sensível aos riscos: A combinação de incertezas geopolíticas, expectativas de juros e oscilações das ações de tecnologia manteve os investidores cautelosos. Para o Brasil, esse cenário importa tanto pela influência sobre o fluxo de capital estrangeiro quanto pelos efeitos do dólar e das commodities sobre a inflação e as empresas listadas na bolsa.

Bolsa Brasileira

Eleição continua ditando o ritmo da bolsa: O Ibovespa iniciou a semana praticamente estável, com queda de 0,17% na segunda-feira (19), fechando aos 205.079 pontos. A proximidade do 2° turno e a divulgação de novas pesquisas eleitorais limitaram o apetite por risco. Depois da forte valorização observada no início de outubro, o mercado passou a alternar movimentos de realização de lucros e ajustes de posições.
Volatilidade aumenta antes da votação: Na quinta-feira (22), o Ibovespa recuou 1,30%, para 203.814 pontos, pressionado pelo desempenho negativo das bolsas internacionais e pela cautela dos investidores antes do resultado eleitoral. O movimento mostrou que, apesar do bom desempenho acumulado no mês, o mercado continua sensível às mudanças nas expectativas políticas e econômicas.
Dólar volta a ficar abaixo de R$ 5: Na sexta-feira (23), o dólar comercial recuou 0,90%, encerrando a R$ 4,993, abaixo de R$ 5 pela primeira vez na sessão desde maio. O movimento ocorreu em meio a ajustes de posições e possível entrada de recursos estrangeiros, embora a disputa eleitoral ainda mantivesse os investidores cautelosos.
Petróleo e fatores externos influenciam os papéis brasileiros: A alta do petróleo trouxe suporte potencial às empresas do setor, enquanto a aversão ao risco no exterior e os ajustes pré-eleitorais pressionaram outros segmentos. Bancos, exportadoras e empresas mais sensíveis aos juros reagiram de maneira distinta ao longo da semana, reforçando a importância de acompanhar os fatores específicos de cada setor.
Próxima semana será marcada pela reação ao resultado eleitoral: Com o 2° turno marcado para domingo (25), a expectativa é de que o mercado reaja na segunda-feira às primeiras sinalizações sobre o resultado e os rumos da política econômica. Além do vencedor, os investidores deverão observar as propostas fiscais, a composição da equipe econômica e a capacidade de articulação com o Congresso. A direção da bolsa dependerá também do cenário internacional e de quanto cada resultado já estiver refletido nos preços.

Índices:
SP 500 | 7.623 | -1,03% na semana
DOW JONES | 52.215 | +0,46% na semana
NASDAQ | 28.957 | -1,97% na semana
IBOVESPA | 205.082 | -0,17% na semana

Sobre o autor:

Arthur Guarda

Executivo 18 anos de experiência em desenvolvimento de negócios, mercado financeiro e de capitais, M&A e parcerias estratégicas. Com passagem por instituições como XP, Mirae Asset e Warren, possui forte atuação em expansão comercial, originação de negócios e relacionamento com investidores e assessorias de investimentos. Atualmente, atua na Agrobens, estruturando operações de crédito e captação de recursos via mercado de capitais, incluindo CRIs, CRAs, FIDCs e debêntures.

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