Clipping de Mercado – Eleições e Mercado Financeiro
Clipping de Mercado – Eleições e Mercado Financeiro
Política
Suspenção de Apostas Online: Às vésperas das eleições, o governo editou uma medida provisória para interromper as operações das plataformas de apostas online no país. A decisão foi justificada pela preocupação com o endividamento das famílias e os impactos dos jogos de azar. As plataformas deverão sair do ar a partir de 6 de outubro
Pesquisas mantêm disputa acirrada: Os levantamentos mais recentes de institutos como Datafolha e AtlasIntel mostram uma disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. No Datafolha divulgado em 1º de outubro, Lula aparece com 48% das intenções de voto, contra 45% de Flávio, dentro da margem de erro de 2pp.
Debate da Globo é cancelado: O último debate presidencial antes do primeiro turno não aconteceu após Lula e Flávio Bolsonaro desistirem de participar. A decisão levou ao cancelamento do programa e gerou discussões sobre a ausência dos principais candidatos e o espaço de exposição dos demais concorrentes.
Violência política preocupa às vésperas da votação: Um levantamento da Terra de Direitos e da Justiça Global contabilizou 354 episódios de violência política entre outubro de 2024 e agosto de 2026, o equivalente a um caso a cada 44 horas. Segundo as organizações, foi o período pré-eleitoral mais violento da série histórica de dez anos, com maior concentração de ocorrências na política municipal
Mercados
S&P 500: 7.722 / +0,01 % na semana
NASDAQ: 30.972 / +1,20% na semana
DOW JONES: 51.197 / -0,88% na semana
Ibovespa: 191.637 / +4,45 % na semana
Ibovespa: A bolsa brasileira teve uma semana de bastante volatilidade, com as eleições presidenciais no centro das atenções. O mercado acompanhou as pesquisas eleitorais e as expectativas para o cenário fiscal e de crédito após o pleito. No exterior, os dados mais fracos de emprego e inflação nos Estados Unidos ajudaram a reduzir a pressão sobre os juros e deram suporte aos ativos de risco. O Ibovespa encerrou setembro com alta de 5,03% no mês e de 8,32% no terceiro trimestre
Expectativa eleitoral: No início da semana, os investidores adotaram uma postura mais cautelosa diante da proximidade do primeiro turno. Ao longo dos pregões, as expectativas em torno da disputa presidencial passaram a influenciar o apetite por risco e a movimentação das ações.
Volatilidade na reta final: A combinação de incertezas eleitorais, fluxo estrangeiro e expectativas sobre a política econômica manteve o mercado oscilando. O comportamento dos ativos também refletiu a busca dos investidores por oportunidades diante dos possíveis cenários após as eleições.
Cenário Internacional e Juros
Mercado de trabalho americano: O payroll divulgado na sexta-feira mostrou a criação de 29 mil vagas nos Estados Unidos em setembro, abaixo das expectativas, enquanto a taxa de desemprego subiu para 4,2%. Os números reforçaram a percepção de desaceleração do mercado de trabalho americano.
Expectativa sobre o Fed: Os dados de emprego e inflação mais moderados aumentaram a atenção do mercado para os próximos passos do Federal Reserve. A perspectiva de menor pressão sobre os juros americanos favoreceu o ambiente para investimentos em mercados emergentes, incluindo o Brasil.
Fechamento de setembro e do trimestre
Desempenho da bolsa: O Ibovespa terminou setembro aos 186.340 pontos, com alta de 5,03% no mês e valorização de 8,32% no terceiro trimestre. Foi o melhor resultado mensal desde janeiro.
Entrada de capital estrangeiro: Até 28 de setembro, o saldo líquido de investimentos estrangeiros na bolsa brasileira chegou a aproximadamente R$ 9,6 bilhões, contribuindo para sustentar o mercado ao longo do mês
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